quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Melhores de 2013



O ano de 2013 foi um pouco conturbado, para mim. Todavia, para o MESA DE BAR com Ivo Medeiros foi um ano bom, passamos por várias cervejas espetaculares e outras nem tanto é verdade, mas estas foram minorias, além disso, participamos de alguns Programas de Tv e também aparecemos em algumas reportagens em sites locais e nacionais.

O MESA DE BAR com Ivo Medeiros ficou um tempo sem atualizações, pois como disse, foi um ano um pouco conturbado para mim, que acabou refletindo aqui no blog. Entretanto, voltaremos com força total  em 2014, com atualizações e algumas novidades para vocês amigos leitores.

Assim como fiz em 2013, o primeiro post do MESA DE BAR com Ivo Medeiros será meu top 10 de cervejas do ano que acabou. A regra é a mesma, entra na lista apenas as cervejas que degustei de forma inédita entre 01 de janeiro de 2013 ao dia 31 de dezembro de 2013.

As cervejas belgas continuam sendo minhas preferidas, todavia, no meu top 10 desse ano foi mais diversificado, teve 4 belgas, 2 americanas e uma holandesa, italiana, escocesa e outra dinamarquesa. Foram elas:

1 - Westvleteren 12
2 - St. Bernardus 12
3 - Pannepot 2010
4 - De Molen hel & Verdoemenis
5 - Gouden Carolus Cuvée Van de Keizer Rood 2011
6 - Founders Breakfast Stout
7 - Brooklyn local 1
8 - Super Arrogant Baladin e Stone
9 - Ola Dubh 12
10 - Mikkeller 10

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Cerveja e coleção



Quem é que nunca teve um álbum de figurinhas quando criança? Eu pelo menos todo ano colecionava o álbum de figurinhas do campeonato brasileiro, vivia pedindo dinheiro para meus pais para poder comprar os pacotes de figurinhas. Achava o máximo.


Gostava da ideia de colecionar coisas, todavia, quando fui crescendo, deixando a infância e entrando na adolescência, fui deixando de lado os álbuns de figurinhas e qualquer outra coleção que uma criança tem, como carrinhos e bonecos, para começar a ter interesses em outras coisas. Desde aquela época, nunca mais me interessei por qualquer outra coleção.

Isso até que eu saísse da Matrix das cervejas comerciais e conhecesse o mundo das verdadeiras cervejas. Pois é, depois de adulto voltei a colecionar, todavia não é colecionar por colecionar.

Não é desculpa de colecionador, ou será?

Eu explico e vocês tiram suas próprias conclusões. Como sabemos, há vários tipos de cervejas diferentes, e para cada uma delas existe um copo específico para sua degustação. E foi ai que começou minha história de coleção de copos de cervejas.

Para poder aproveitar mais as cervejas especiais, saboreando o máximo possível, precisei comprar alguns copos das cervejas que bebia. Fui comprando um, depois outro e mais outro, quando percebi já estava com 09 copos diferentes e ainda tinha muitos para comprar. Hoje minha coleção de copos possui 25 unidades bem diversificadas. Posso me dar ao luxo atualmente de poder beber qualquer estilo de cerveja em seu copo ideal (lembrando sempre que cada estilo tem pelo menos dois copos ideais para degustá-lo).

Os copos das cervejas além desse lado utilitário de beber cada estilo de cerveja em seu copo ideal, também servem como decoração. As taças, tulipas, pints, são no geral bonitos, chamativos e elegantes, deixandor seu ‘barzinho” ou móvel de copos bem mais chique e sofisticado.

Outra coisa ligada ao mundo da cerveja que comecei a colecionar, mais recentemente, foram as tampinhas e rolhas das cervejas. As tampas eu só guardo as que ainda não tenho e ainda não decidi o que fazer com elas, deixo-as em uma caixa no meu quarto. Guardo-as só para ter uma noção de quantas cervejas já degustei. Desde que decidir juntar as tampinhas inéditas, já conto com mais de 60.

Em relação as rolhas, ainda mais recente, tenho a intenção de usá-las como decoração na sala de estar. Alguns amigos tem em casa um vaso decorativo de vidro com as rolhas de vinho, acho isso bem interessante, além de bonito dá uma sensação de sofisticação ao ambiente. Pretendo fazer a mesma coisa com as de cerveja quando estiver com uma quantidade maior, hoje só conto com 15. Ao contrario das tampinhas que só guardo as que são inéditas, as rolhas eu guardo de todas as cervejas que bebo, até porque não é sempre que bebo uma cerveja que tem rolha.

Colecionar coisas relacionadas a cerveja vão muito mais além de copos e tampas. Sempre vejo na internet alguém mostrando coleção de garrafas, rótulos e outros itens.

Vez por outra me perguntam se eu não guardo as garrafas (cheias ou vazias). Sinceramente, nunca me interessei em colecionar as garrafas, principalmente cheias. Prefiro beber a cerveja a guardá-la como decoração. Quanto às garrafas vazias, também nunca me interessei, principalmente pelo simples fato de não ter lugar para isso. Os rótulos eu até pensei uma época, mas nunca consegui arrancá-los direito e logo desisti.

E vocês caros amigos, tem alguma coleção que envolva o mundo maravilhoso das cervejas? Conte sua história, divida com os outros leitores a sua coleção.

Lembrando que o MESA DE BAR com Ivo Medeiros está participando do prêmio TOPBLOG 2013 e precisa do seu voto. Para isso você só precisa clicar no selo do prêmio ai do lado ou neste link http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=21405

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sábado, 5 de outubro de 2013

Republik Pub



O MESA DE BAR com Ivo Medeiros tem uma ótima novidade para os amantes de uma boa cerveja, dentro de no máximo 20 dias será inaugurado o Republik Pub (curta a Fan Page deles no facebook).

Geralmente só comento aqui no blog sobre um bar, restaurante ou loja que tenha em seu cardápio cervejas especiais, depois de conferir pessoalmente o local, entretanto, resolvi abrir uma exceção devido à empolgação de saber que teremos aqui em João Pessoa um bar que contará com uma carta com 30 cervejas especiais permanentes, sem contar com outras brejas que irão aparecer sazonalmente. O Republik Pub fora o diferencial de contar com essa carta de cervejas terá muito rock’n roll e música eletrônica.

Não sei vocês, mas estou ansioso pela inauguração e quando inaugurado farei um texto mais completo, pois irei presenciar in loco o que promete ser um dos melhores bares da cidade, pelo menos para os apreciadores de uma boa e verdadeira cerveja.

Sim, já ia me esquecendo, o Republik Pub será na Avenida Fernando Luiz Henrique, 945, Bessa, um pouco antes do Sal& Brasa.

Lembrando que o MESA DE BAR com Ivo Medeiros continua participando do prêmio TOPBLOG 2013 e precisa do seu voto, para isso você só precisa clicar no selo do prêmio ai do lado ou neste link http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=21405

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sexta-feira, 27 de setembro de 2013

Nenhuma degustação é igual a outra



Ao ler a chamada da reportagem Experiência mostra que uma degustação de cerveja nunca é igual à outra, concordei logo de cara, sem sequer ler a matéria. Quando abri o link e dei uma lida, continuei concordando com o título, porém a experiência que o texto cita como exemplo não é de cerveja é na verdade uma experiência sobre comida. No final da reportagem é que fala que o copo, a luminosidade, a cor entre outras coisas podem afetar a degustação da cerveja, todavia não há comprovação científica sobre isso, pelo menos que seja citada nesta matéria.

Entretanto pensando no assunto, como disse concordo com o fato que nenhuma degustação é igual à outra, por isso, resolvi fazer uma matéria aqui no MESA DE BAR com Ivo Medeiros sobre o assunto.

Antes de falar das minhas experiências, devo dizer o que acho que faz com que cada degustação seja única:
Conhecer a cerveja (o estilo e história);
Degustar no copo e temperatura ideal;
Paladar mais apurado;
Saber harmonizar com a comida certa (caso na degustação tenha alguma comida);
E se há rótulos diferentes na degustação numa mesma noite (ou dia).

Esses 05 itens que citei, não são os únicos, acredito que há vários fatores com que faça sua degustação ser sempre única, pois mesmo que você beba na mesma temperatura, no mesmo copo, conhecendo o estilo, bebendo apenas uma cerveja na ocasião e sem harmonizar, tenho plena convicção que cada degustação será diferente, sem exceção, pois há outros fatores que irão influenciar na sua percepção.

Existem vários estilos de cervejas e a cada dia surgem mais (a criatividade, principalmente, da escola americana faz surgir novos e surpreendentes estilos). Há aqueles que não concordam, respeito, mas acho importante sim que a pessoa tenha pelo menos um pouco de conhecimento sobre o estilo que estar bebendo, afinal conhecimento nunca é demais. Sobre conhecer um pouco mais sobre a história pode até não ser tão decisivo na degustação, mas por que não conhecer um pouco da história da cerveja que você irá degustar? Como disse conhecimento nunca é demais, além disso, um pouco de cultura não faz mais mal a ninguém.

Agora, talvez o que mais interfira entre uma degustação e outra seja esses dois fatores: Copo e temperatura. Saber o copo em qual você irá degustar uma cerveja é importantíssimo, já que as cervejarias não iriam gastar tanto dinheiro para criar um determinado copo para sua cerveja. Tenho em casa uma coleção, pequena ainda, de copos de cervejas que me permite beber cada cerveja em seu copo específico e isso faz uma grande diferença nas degustações que faço hoje das que fiz logo quando entrei no mundo das cervejas. Sobre a temperatura, nós brasileiros desde cedo fomos convencidos que a melhor cerveja é aquela estupidamente gelada. Estúpidos fomos nós em acreditar em tal mentira. As grandes cervejarias nos fazem acreditar nisso para encobrir a péssima qualidade de suas cervejas, pois quanto mais gelada a cerveja estiver, menos sabor você irá perceber. E no começo de qualquer degustador de cerveja especial, beber uma cerveja não tão gelada é um pouco complicado, você acha estranho. Não tenho como conferir a temperatura da cerveja antes de degustá-la, todavia costumo deixar as cervejas que irei saborear um dia antes na geladeira, exemplo se vou beber uma cerveja na quarta, então já deixo na terça gelando e se for uma cerveja que a temperatura for mais alta, antes de abrir eu deixo um tempo fora da geladeira. Acho que este fator temperatura é mais importante que saber o copo ideal, pois na mesma degustação você consegue sentir sensações diferentes com o passar do tempo e a cerveja vai esquentando.

Outro fator que deve diferenciar bastante é o paladar que com o tempo vai ficando mais apurado e por que não dizer, mais exigente. Com o passar do tempo, a cada degustação você vai digamos assim ficando mais por dentro dos sabores e aromas que a cerveja possui. Consegue destacar com mais facilidade determinado aroma do lúpulo ou sabor de alguma especiaria que a cerveja possua.

Para os que gostam de degustar harmonizando com alguma comida, é importante saber que há as que evidenciam, potencializam e que cortam as características de determinada cerveja. Aqui no blog sempre que falo de alguma cerveja indico boas harmonizações, por isso acho importante saber o estilo da cerveja para que você conhecendo-a escolha o prato para harmonizar, tendo em mente se quer potencializar, evidenciar ou cortar a alguma característica daquela cerveja.

É bastante relevante para uma degustação mais apurada se no dia (ou noite) você irá degustar apenas um rótulo ou vários, pois uma cerveja pode acabar interferindo em sua percepção da próxima cerveja. Se você deseja analisar apenas uma cerveja, o ideal é que você se dedique a ela. Caso você vá beber vários rótulos no mesmo dia (ou noite), existem algumas dicas como beber água ou comer uma bolacha entre uma cerveja e outra, ou começar da cerveja com menos teor alcoólico para o maior. Contudo, tenho certeza que mesmo assim se você fizer uma degustação de uma cerveja tendo bebido outros rótulos e em outra ocasião ficar apenas com aquela determinada breja, você perceberá que a degustação foi completamente diferente.

Essa minha conclusão não é científica, apenas uma pequena dedução depois de degustar várias cervejas e perceber que nenhuma degustação foi igual a outra. Um dos melhores exemplos que posso contar é sobre minha experiência com a Brooklyn Black Chocolate Stout. Uma cerveja do estilo Russian Imperial Stout que na minha primeira vez nela eu a odiei. Achei a cerveja horrível, gosto de café puro, até fiz um comentário que a cerveja deveria se chamar Brooklyn Black CAFÉ Stout. O engraçado que todos meus amigos que já haviam degustado essa breja, tinham achado uma bela cerveja, por isso decidi por voltar nela para ver no que dava. Para a minha surpresa, a breja fez jus aos comentários sobre sua boa qualidade. Foi uma experiência completamente diferente da primeira ocasião, seu aroma e sabor estava mais apurado, seu sabor se destacava mais. O que mudou entre uma e outra ocasião? Não sei.

O caso da Brooklyn foi um mudança extrema de opinião sobre a mesma cerveja, mas na maioria dos casos a diferença não é assim tão perceptível, porém ela existe sim.

Você concorda comigo?

Não deixei de votar no MESA DE BAR com Ivo Medeiros no prêmio TOPBLOG 2013 pelo link http://www.topblog.com.br/2012/index.php?pg=busca&c_b=21405

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